Quarta Semana - Parte 3
Voamos para Nova Zelandia pela "Emirates", companhia aérea dos Emirados Árabes e tirando o medo de um ataque terrorista posso dizer que foi o melhor vôo da minha vida. O airbus 340/400 é super confortável e luxuoso (digno de um xeique:), a programação de entretenimento é fantástica com mais de 100 filmes a sua escolha, e para completar, tinha uma câmera filmadora na frente e embaixo do avião ... você podia acompanhar o visual externo da aeronave (se bem que na maioria do trecho o que você consegue ver são núvens).
Como não tinhamos certeza de quanto tempo teríamos que ficar em Auckland devido aos trâmites do visto, não pudemos planejar passeios para fora da cidade e tivemos que fazer um turismo urbano mesmo. Mesmo assim não faltaram emoções fortes e imprevistos.
No dia em que partimos para Auckland tivemos que acordar antes das 5 da manhã e perdemos 2 horas do dia, devido a diferença de fuso (NZ está 2 horas a frente que AU). Então em nosso primeiro dia em Auckland dormimos uma boa parte da tarde. Quando acordamos, descemos em busca de algum lugar para jantar. Infelizmente qualquer um dos 4 restaurantes do hotel estava fora de cogitação, pois o Melquior, querendo ser legal e fazer uma surpresa para a família reservou um quarto em um hotel 5 estrelas... quem já se hospedou em hotel 5 estrelas deve saber que o preço dos serviços acompanha o nro de estrelas. Até a água do frigobar era um verdadeiro assalto! Eu já devia ter imaginado que, apesar da arquitetura um pouco diferente, os hábitos dos neozeolandeses são os mesmos dos australianos... tudo começa a fechar as 5 da tarde. Como já eram 8 da noite a única coisa que encontramos (além de McDonalds e Burger King) foi uma praça de alimentação (food court) de comida oriental... (oriental?!? de novo?!?). Eu realmente já não posso nem com o cheiro de curry! Mas lá fomos nós de novo pedir um "chicken butter" (mild, of course).
Na segunda pela manhã passeamos pela cidade e a tarde fomos ao consulado "buscar" o novo visto. Depois de um longo "chá de banco" descobrimos que teríamos que deixar os passaportes no consulado e passar na quarta de manhã para pega-los (talvez ficasse pronto na terça a tarde). Bem, sem os passaportes é que não poderíamos ir muito longe mesmo! Então, resolvemos passar o dia de terça-feira em Waiheke, uma ilha a 35 minutos de ferry de Auckland que serve de refúgio para os aucklandeses nos finais de semana e verão. Alguns moram lá e vem para Auckland todos os dias para trabalhar.
Chegamos na ilha a 1:30 da tarde. O Ferry atracou no Harbour (pier) e notei que a maioria das pessoas se movimentaram rapidamente para comprar tickets e pegar os ônibus que já estavam a espera. Eu imaginava uma ilha pequena, onde poderiamos passear a pé e logo alcançaríamos uma prainha... doce ilusão a ilha é enorme e os únicos meios para visitá-la era de carro alugado ou de ônibus. Ficamos um bom tempo indecisos pensando se era melhor comprar um ticket "all day" de ônibus, alugar um carro ou fazer um tour com guia. Ah, uma das coisas que queríamos muito fazer, era visitar alguma das viniculas da ilha pois sabíamos que os melhores vinhos da Nova Zelândia eram produzidos naquela ilha. Bem, como disse, ficamos um bom tempo indecisos, tempo suficiente para perdermos todos os ônibus que saíam do harbour para todas as partes da ilha. Então, após perder mais tempo com uma desnecessária pesquisa de preços, resolvemos alugar um carro... só aí lembramos que não tinhamos levado os cartões de crédito! "Ou você tem cartão de crédito ou deixa um depósito de $4000!", disse o atendente.
Resultado... um quilômetro de caminhada até a vila mais próxima para então decidir o que fazer. Chegando na vila, fomos a um centro de informações. Tudo bem, tinha uma prainha bem perto dali e poderíamos pegar um ônibus até os vinhedos, só não conseguimos entender bem qual era ele... Após descançar um pouco junto a paisagem da praia (que sinceramente não bate o visual das praias de Santa) fomos tentar pegar o tal ônibus para os vinhedos. Acabamos entrando em um ônibus que dizia "Palm Beach" e tivemos que pagar passagem individual por viagem porque tinhamos perdido de comprar um ticket "all day" (válido para todo o dia), eu bem que imaginei que ele não estava indo para nenhum vinhedo mas a motorista falou para o Melquior que poderíamos trocar de ônibus no meio do caminho, só não sabíamos bem aonde... ficamos sem saber mesmo porque dentro do ônibus vi o Melquior contando o dinheiro com cara de preocupado. O problema é que tinhamos dinheiro suficiente para trocar de ônibus mas não teríamos para visitar a vinícula (se achassemos uma). Então, resolvemos permanecer naquele ônibus, fazer a viagem de volta até a vila e retirar mais dinheiro no caixa eletrônico para aí então tentar pegar o ônibus certo para os vinhedos. Isto nos tomou mais de uma hora e todo a paciência ainda disponível... a sorte é que o Matheus dorme até em banco de praça... dormiu no banco do ônibus durante todo o trajeto. Quando finalmente retiramos mais dinheiro eu olhei para o Melquior e disse..."Não vou pegar mais um ônibus que eu não sei para onde vai, aonde devo descer e quanto tempo vai demorar para passar novamente!". Foi quando vimos uma "licor store" (loja que vende bebidas alcólicas) do outro lado da rua. Foram de lá mesmo que vieram nossos vinhos neozeolandeses produzidos em Waiheke! Acabamos o dia comendo uma pizza em um café da vila.
Depois já exautos de não fazer nada caminhamos o trecho de um kilômetro até o harbour para pegar o Ferry de volta para Auckland.
No outro dia, pela manhã finalmente pegamos os passaportes com os novos vistos! Motivo para comemoração. Como o horário do nosso vôo de volta era as 18 horas, pensamos em fazer um passeio em um aquário de tubarões famoso por lá. Segundo informações conseguidas no hotel, tinha um "shutte" (Kombi) gratuíto que passava em frente ao Sky Tower e levava até o aquário. De posse da tabela de horário fomos para o Sky Tower. Tinhamos 40 minutos para almoçar e o Melquior insistiu para que nós almoçassemos no Cassino Buffet que ficava dentro do Sky Tower. Ansiando por uma comida que não fosse oriental eu topei mesmo sentindo que o tempo era apertado. Primeiro, como de costume, servi o Matheus e comecei a me servir pelos pratos frios que eram compostos por saladas de vários de tipos e frutos do mar. Quando estava me aprontando para me servir do buffet de pratos quentes, que parecia muito bom, chegou uma tribo inteira de Maoris vestidos com trajes típicos e entraram na fila para se servir.... lá se foi minha esperança de almoçar pois faltavam 20 minutos para o horário em que o shuttle iria passar e tinha pelo menos uns 30 maoris na fila. Tive que esquecer os $20 já pagos pelo buffet e sair do restaurante as pressas. O pior ainda estava por vir... mais de meia hora passado da hora marcada e nada do shuttle. Pensamos em pegar um taxi... $20... mais $20 para voltar... mais $55 pelas entradas e mesmo assim correndo risco de nos atrasar para o vôo. Desistimos. Então resolvemos subir no elevador panorâmico do Sky Tower para olha a vista lá de cima... $50 em tickets para ver a cidade lá de cima.... eu e o Melquior nos olhamos e pensamos a mesma coisa: "quantas garrafas de vinho podemos comprar com $50?"... o Matheus não entendeu nada coitadinho... que pai e mãe malucos que dizem que vamos fazer uma coisa... depois outra coisa... e acabamos não fazendo nada! De qualquer maneira retornamos felizes de Auckland com 5 garafas de vinhos Neozeolandeses da melhor qualidade!
Como não tinhamos certeza de quanto tempo teríamos que ficar em Auckland devido aos trâmites do visto, não pudemos planejar passeios para fora da cidade e tivemos que fazer um turismo urbano mesmo. Mesmo assim não faltaram emoções fortes e imprevistos.
No dia em que partimos para Auckland tivemos que acordar antes das 5 da manhã e perdemos 2 horas do dia, devido a diferença de fuso (NZ está 2 horas a frente que AU). Então em nosso primeiro dia em Auckland dormimos uma boa parte da tarde. Quando acordamos, descemos em busca de algum lugar para jantar. Infelizmente qualquer um dos 4 restaurantes do hotel estava fora de cogitação, pois o Melquior, querendo ser legal e fazer uma surpresa para a família reservou um quarto em um hotel 5 estrelas... quem já se hospedou em hotel 5 estrelas deve saber que o preço dos serviços acompanha o nro de estrelas. Até a água do frigobar era um verdadeiro assalto! Eu já devia ter imaginado que, apesar da arquitetura um pouco diferente, os hábitos dos neozeolandeses são os mesmos dos australianos... tudo começa a fechar as 5 da tarde. Como já eram 8 da noite a única coisa que encontramos (além de McDonalds e Burger King) foi uma praça de alimentação (food court) de comida oriental... (oriental?!? de novo?!?). Eu realmente já não posso nem com o cheiro de curry! Mas lá fomos nós de novo pedir um "chicken butter" (mild, of course).
Na segunda pela manhã passeamos pela cidade e a tarde fomos ao consulado "buscar" o novo visto. Depois de um longo "chá de banco" descobrimos que teríamos que deixar os passaportes no consulado e passar na quarta de manhã para pega-los (talvez ficasse pronto na terça a tarde). Bem, sem os passaportes é que não poderíamos ir muito longe mesmo! Então, resolvemos passar o dia de terça-feira em Waiheke, uma ilha a 35 minutos de ferry de Auckland que serve de refúgio para os aucklandeses nos finais de semana e verão. Alguns moram lá e vem para Auckland todos os dias para trabalhar.
Chegamos na ilha a 1:30 da tarde. O Ferry atracou no Harbour (pier) e notei que a maioria das pessoas se movimentaram rapidamente para comprar tickets e pegar os ônibus que já estavam a espera. Eu imaginava uma ilha pequena, onde poderiamos passear a pé e logo alcançaríamos uma prainha... doce ilusão a ilha é enorme e os únicos meios para visitá-la era de carro alugado ou de ônibus. Ficamos um bom tempo indecisos pensando se era melhor comprar um ticket "all day" de ônibus, alugar um carro ou fazer um tour com guia. Ah, uma das coisas que queríamos muito fazer, era visitar alguma das viniculas da ilha pois sabíamos que os melhores vinhos da Nova Zelândia eram produzidos naquela ilha. Bem, como disse, ficamos um bom tempo indecisos, tempo suficiente para perdermos todos os ônibus que saíam do harbour para todas as partes da ilha. Então, após perder mais tempo com uma desnecessária pesquisa de preços, resolvemos alugar um carro... só aí lembramos que não tinhamos levado os cartões de crédito! "Ou você tem cartão de crédito ou deixa um depósito de $4000!", disse o atendente.
Resultado... um quilômetro de caminhada até a vila mais próxima para então decidir o que fazer. Chegando na vila, fomos a um centro de informações. Tudo bem, tinha uma prainha bem perto dali e poderíamos pegar um ônibus até os vinhedos, só não conseguimos entender bem qual era ele... Após descançar um pouco junto a paisagem da praia (que sinceramente não bate o visual das praias de Santa) fomos tentar pegar o tal ônibus para os vinhedos. Acabamos entrando em um ônibus que dizia "Palm Beach" e tivemos que pagar passagem individual por viagem porque tinhamos perdido de comprar um ticket "all day" (válido para todo o dia), eu bem que imaginei que ele não estava indo para nenhum vinhedo mas a motorista falou para o Melquior que poderíamos trocar de ônibus no meio do caminho, só não sabíamos bem aonde... ficamos sem saber mesmo porque dentro do ônibus vi o Melquior contando o dinheiro com cara de preocupado. O problema é que tinhamos dinheiro suficiente para trocar de ônibus mas não teríamos para visitar a vinícula (se achassemos uma). Então, resolvemos permanecer naquele ônibus, fazer a viagem de volta até a vila e retirar mais dinheiro no caixa eletrônico para aí então tentar pegar o ônibus certo para os vinhedos. Isto nos tomou mais de uma hora e todo a paciência ainda disponível... a sorte é que o Matheus dorme até em banco de praça... dormiu no banco do ônibus durante todo o trajeto. Quando finalmente retiramos mais dinheiro eu olhei para o Melquior e disse..."Não vou pegar mais um ônibus que eu não sei para onde vai, aonde devo descer e quanto tempo vai demorar para passar novamente!". Foi quando vimos uma "licor store" (loja que vende bebidas alcólicas) do outro lado da rua. Foram de lá mesmo que vieram nossos vinhos neozeolandeses produzidos em Waiheke! Acabamos o dia comendo uma pizza em um café da vila.
Depois já exautos de não fazer nada caminhamos o trecho de um kilômetro até o harbour para pegar o Ferry de volta para Auckland.
No outro dia, pela manhã finalmente pegamos os passaportes com os novos vistos! Motivo para comemoração. Como o horário do nosso vôo de volta era as 18 horas, pensamos em fazer um passeio em um aquário de tubarões famoso por lá. Segundo informações conseguidas no hotel, tinha um "shutte" (Kombi) gratuíto que passava em frente ao Sky Tower e levava até o aquário. De posse da tabela de horário fomos para o Sky Tower. Tinhamos 40 minutos para almoçar e o Melquior insistiu para que nós almoçassemos no Cassino Buffet que ficava dentro do Sky Tower. Ansiando por uma comida que não fosse oriental eu topei mesmo sentindo que o tempo era apertado. Primeiro, como de costume, servi o Matheus e comecei a me servir pelos pratos frios que eram compostos por saladas de vários de tipos e frutos do mar. Quando estava me aprontando para me servir do buffet de pratos quentes, que parecia muito bom, chegou uma tribo inteira de Maoris vestidos com trajes típicos e entraram na fila para se servir.... lá se foi minha esperança de almoçar pois faltavam 20 minutos para o horário em que o shuttle iria passar e tinha pelo menos uns 30 maoris na fila. Tive que esquecer os $20 já pagos pelo buffet e sair do restaurante as pressas. O pior ainda estava por vir... mais de meia hora passado da hora marcada e nada do shuttle. Pensamos em pegar um taxi... $20... mais $20 para voltar... mais $55 pelas entradas e mesmo assim correndo risco de nos atrasar para o vôo. Desistimos. Então resolvemos subir no elevador panorâmico do Sky Tower para olha a vista lá de cima... $50 em tickets para ver a cidade lá de cima.... eu e o Melquior nos olhamos e pensamos a mesma coisa: "quantas garrafas de vinho podemos comprar com $50?"... o Matheus não entendeu nada coitadinho... que pai e mãe malucos que dizem que vamos fazer uma coisa... depois outra coisa... e acabamos não fazendo nada! De qualquer maneira retornamos felizes de Auckland com 5 garafas de vinhos Neozeolandeses da melhor qualidade!

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